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Adolescência: Fuga ou encontro com a realidade?
Através da observação de certos padrões de
comportamento, podemos chegar a determinadas conclusões sobre o perfil
psicológico e o que é mais evidente; a causa de muitos conflitos
emocionais que levam as pessoas distorcerem suas maneiras naturais de
encarar a vida e lidar com a realidade.
A adolescência é a fase onde se desencadeiam os
mais diversos conflitos, variando de acordo com cada personalidade. Mas,
em resumo os problemas são os mesmos, só muda o personagem. Aquela
criança comportadinha vai se transformando, se transformando, quando os
pais se dão conta, já não mais reconhecem os próprios filhos. Nada de
tão anormal. É que antes, a criança era o que os pais gostariam que
fossem, mas por volta dos 13, 14 anos é que resolvem mostrar o que
realmente “são”. Não que a personalidade já esteja definida, claro que
não, mas é aí que começam as principais definições de caráter. Como se
fosse um planta, o desabrochar precisa passar por fases difíceis, até
aparecer as flores ou os frutos. Assim, são as pessoas, vivendo fases
que mesmo sendo difíceis de superar, incompreensíveis pelos pais, fazem
parte de um processo de amadurecimento ou individuação. E não adianta
mesmo querer mudar a opinião de um adolescente, pois ele, naquele
momento será o dono da verdade. Mais tarde é claro, pode até nem
acreditar no modo como agia naquela época, mas era a sua realidade
naquele momento. E muitos adultos ainda vivem como se estivessem na
adolescência, por não conseguirem assumir a maturidade.
Uma das situações mais preocupantes hoje para os
pais, acredito que seja a descoberta das drogas. É muito comum o consumo
de álcool, de cigarro e de outras drogas em geral, que começa na entrada
da adolescência. É uma busca constante de êxtase, uma necessidade de
extravasar toda a adrenalina contida até então. Há uma ilusão de que
estas sensações “alucinógenas” provocadas pelas drogas tragam alguma
transcendência, através de uma válvula de escape. Seria a vontade de
retornar ao “paraíso
perdido”, ou até
mesmo, em uma análise |
psicanalítica,
à volta ao útero? Ou seja, um lugar que o jovem pudesse fugir, para se
proteger ou de se livrar de enfrentar a realidade, mas ao fazer isso,
está realizando uma fuga, que pode não ter mais volta.
No lado positivo, jovens que apresentam estas
características de comportamento - me referindo a tendência ao uso de
drogas - ao contrário do que muitos pensam, são personalidades que
conseguem lidar com a beleza de maneira muito singular, que pode ser
expressa através da poesia, da música, das artes, da fé, ou seja a busca
de algo que os tirem do materialismo grosseiro e adquira formas maus
sutis de expressão. Possuem uma sensibilidade tão extrema e como o que é
frágil pode acabar se quebrando, a quebra vem pelo mau uso, ou a falta
de reconhecimento de suas potencialidades, que acabam sendo convertidas
em envolvimentos prejudiciais com drogas. É importante observar que não
são todos adolescentes que se deixam envolver. Aí, nos perguntamos, o
que faz um(a ) jovem se viciar um padrão tão destrutivo de
comportamento? Com certeza existe uma resposta. Não seria uma timidez,
medo, incompreensão, sensibilidade, revolta, frustração, rejeição,
carências, fraquezas, complexos...? Os tipos mais fortes
psicologicamente, com certeza têm menos chances de se deixarem levar
pelos vícios.
Devido a tal
sensibilidade, tais personalidades têm dificuldade em aceitar os
aspectos difíceis e pesados da vida. Não que precisassem ser rotulados
como marginais, vagabundos... Por traz de tal comportamento existe um
ego fraco, doente. E por quê esses comportamentos geralmente começam a
serem manifestados na entrada da adolescência? Esta é a fase em que a
criança quer se libertar do domínio dos pais, para descobrir outros
vínculos. Na busca de seu encontro consigo mesmo o (a) adolescente se
depara com um mundo até então desconhecido. E se não forem fortes o
suficiente, pode haver a caída. Ao terem que assumir algumas
responsabilidades, descobrem que o mundo lá fora não apresenta somente
beleza e não é permitido viver de fantasias (característica de quem se
agarra facilmente a qualquer vício). Nestes momentos sem saber qual
caminho seguir, podem querer fugir
através de hábitos
desregrados de conduta, acreditando estarem indo de |
encontro a
algo novo, inusitado, que os livrem de enfrentar uma situação que não
querem, ou ainda não se acham prontos para assumir. Nestes momentos
acontece uma perda de consciência, e esquecem que a resposta ou a
solução de que eles tanto procuram lá fora, mais tarde acabam
descobrindo que só pode ser encontrada dentro de si mesmos.
Como dizia
Dr. Eduard Bach: “Somos Almas vindas aqui com a missão de obter
conhecimento e toda a experiência que podem ser adquiridos ao longo da
existência terrena; de desenvolver virtudes de que carecemos, de
extinguir tudo o que, é defeituoso dentro de nós e, dessa forma, avançar
em direção à perfeição de nossa natureza". - Bach, Cura-te a ti mesmo.
Dentro da
terapia floral temos uma planta trepadeira chamada Ipoméia, que faz
parte da família das Convolvuláceas, sendo às vezes denominadas de
Campainha, Corriola, Corda-de-viola, Jetirana e Enrola-semana. Prolifera
com vigor nos gramados e nos pátios que cercam as indústrias poluentes e
a preferência pelos habitats cujo ar é poluído realça
simbolicamente a função purificadora nos níveis mentais humanos.
A essência
floral preparada a partir da flor da Ipomeia ajuda na recuperação dos
usuários de drogas e de todos aqueles que possuem estilos de vida
desregrados, auxiliando a alma a se libertar dos vínculos e das
dependências que as tiram a oportunidade de viver dentro do mundo real e
alcançar seu propósito de vida. Ipomeia possibilita a desintoxicação
emocional dos padrões destrutivos do ser, livrando tal personalidade de
todos os escapismos que impede o encontro com sua verdadeira essência
interior.
Héllen Carvalho - Terapeuta Floral e Pesquisadora
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