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O Desafio das Mudanças!
“Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.
É através de uma
constante morte e renascimento que tudo se desenvolve. São leis naturais
que coordenam o Universo. Desfrutar a vida consiste em aceitar a morte.
A transformação é algo inevitável e só poderemos ver o seu lado positivo
no momento em que compreendermos e fizemos as pazes com ela. A futura
saúde de nossa espécie e de nosso planeta está em nossa capacidade de
fazer amizade com esse poder e em cooperar na tarefa universal de criar
a luz a partir da escuridão.
Os antigos chineses
reconhecem a palavra “crise” como oportunidade. Quantas pessoas não
estão passando neste momento por uma perda de um ente querido, de um
relacionamento afetivo ou de um emprego? Agora imagine se tudo
permanecesse inalterado em seu estágio evolutivo, como haveria
crescimento? A todo o momento em que algo morre, algo novo também está
nascendo. Se não é uma pessoa, é a noite que dá lugar ao dia e assim por
diante.
Todas estas
reflexões têm o objetivo de mostrar que a morte – um assunto considerado
tabu – e que a maioria das pessoas nunca gostam de falar, deveria ser
encarada de uma forma mais positiva. A morte poderia se referir em
qualquer sentido, ou seja, o velho dando lugar ao novo. É claro que na
prática não é tão fácil assim, talvez porque nunca fomos preparados para
entender isso. A omissão de se explicar verdadeiramente achando-se a
resposta satisfatória que explique o por quê da morte, só complica
quando damos de cara com ela. |
A morte implica em
compreender que o que é concreto e material é passageiro e não vale nada
e vivendo num mundo em que só acredita no que se vê ou no que tem algum
valor material, ainda estamos longe de aceitarmos a nossa
insignificância como matéria. Talvez esteja aí o motivo de não se falar
sobre morte, pois ela significa perdas, mas por outro lado um tremendo
ganho espiritual, pois uma etapa foi cumprida. Quantos mais formos
apegados às coisas, pessoas ou situações, mais difícil será aceitar as
mudanças, e o medo que elas aconteçam pode faze-las acontecer de forma
brusca, aí vem o choque.
Como por exemplo
alguém que é muito apegado a coisas materiais, são os que mais atraem
para si o roubo. E os que têm muito medo de adoecer são os que mais
adoecem. Como dizia Dane Rudhyar: “não é o evento que acontece à pessoa,
mas a pessoa que acontece ao evento”.
Quando uma pessoa
contrai para si uma doença grave, ou um acidente, a partir daí, quanta
coisa começa a ser avaliada e modificada dentro da própria pessoa, dos
familiares e dos amigos a sua volta. Muitos modificam sua concepção de
vida, passam a dar valor em coisas que antes não possuía sentido, sendo
obrigados a alterar seus valores pessoais, dando mais valor à vida ...
Quem é que realiza mudanças quando tudo se encontra de forma agradável?
Uma situação de ruptura, significa que algo precisava ser alterado.
Dentro desse ponto de vista, percebemos que a doença por mais grave que
ela seja, tem o seu lado positivo. Se não levar à morte, depois de sua
recuperação, com certeza a pessoa nunca mais volta a ser ela mesma.
Mesmo que seja fatal, o renascimento se dá em outros níveis,
espirituais.
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Viver plenamente
significa experimentar e aceitar tanto a luz como a escuridão, a alegria
e a dor. Sem dúvida haverá tempos de angústia, na vida de todos nós, mas
nada que nos impeça de encontrarmos caminhos para crescermos e
aprendermos com esses períodos. A mudança vem pela dor ou pela amor,
dependendo de nossa aceitação.
É nesses momentos que
procuramos psicólogos, terapeutas ou astrólogos em busca de respostas
para nossos conflitos pessoais. É através da posição natal ou dos
trânsitos do planeta Plutão no mapa astral que podemos ver em que áreas
da nossa vida nossas profundas mudanças tendem a acontecer Existem
também os florais mais indicados para as situações que sentimos
irreversíveis, podendo nos confortar nestes momentos mais críticos,
fazendo-nos curar das feridas internas causadas por estes processos de
“partos” psicológicos. Se soubermos extrair o aspecto positivo de nossas
“crises” estaremos enxergando a luz que sempre existe no fim do túnel.
No momento em que o processo de transformação estiver completo,
poderemos olhar para traz, ver que apesar de tudo a mudança era
necessária e valeu a pena. Como com certeza virão muitas outras, que a
cada uma delas possamos nos erguer mais fortes e regenerados para
continuarmos nossa caminhada, pois se a larva não cedesse à sua própria
transformação como é que se tornaria uma borboleta?
Héllen Carvalho - Terapeuta Floral
e Pesquisadora |