REFLEXÕES DE DR. EDWARD BACH
Uma Explicação sobre a Causa Real e a Cura
das Doenças!
“O homem possui uma Alma que é seu eu real: um Ser Divino, Poderoso,
Filho do Criador de todas as coisas. (...) Ele, nosso Eu Superior, sendo
uma centelha do Todo-Poderoso, é, desse modo, invencível e imortal.
Nunca será demasiado
insistir no fato de que cada Alma encarnada neste mundo está aqui com o
propósito específico de adquirir experiência e compreensão e de
aperfeiçoar sua personalidade com vistas aos ideais da Alma
Se tivermos em nossa
natureza amor suficiente por todas as coisas, não seremos a causa de
agravo a ninguém; pois esse amor sustenta o gesto agressor, e impedirá
nossa mente de se entregar a qualquer pensamento que possa magoar
alguém.
Que se lembre também
que viemos a este mundo para vencermos batalhas, para adquirirmos forças
contra quem nos quer controlar, e para avançar àquele estágio em que
passamos pela vida cumprindo nosso dever (...) sem nos amedrontarmos e
sem nos deixar influenciar por qualquer criatura, guiados sempre pela
voz do Eu superior.
Somos Almas vindas
aqui com a missão de obter o conhecimento e toda a experiência que podem
ser adquiridos ao longo da existência terrena; de desenvolver virtudes
de que carecemos, de extinguir tudo que é defeituoso dentro de nós e,
dessa forma, avançar em direção à perfeição de nossa natureza.
A Alma sabe que
ambiente e que circunstância nos ajudarão melhor a levar a cabo tal
empresa (aperfeiçoamento) e, por isso, nos reserva aqueles ramos da
existência mais adequados para se atingir semelhante objetivo.
Devemos compreender
que a curta passagem por esta terra, que conhecemos como vida, não é
mais que um breve instante no curso de nossa evolução, assim como um dia
na aula está para uma vida e, embora possamos no momento ver e
compreender somente esse único dia, nossa intuição nos diz que o
nascimento esteve infinitamente longe do nosso começo e a morte
infinitamente longe do nosso fim.
Lembremos que a
enfermidade é um inimigo comum, e que cada um de nós que domine um
fragmento dela está, por isso mesmo, ajudando não só a si próprio, mas a
toda a humanidade.
A Causa de todos
problemas é o ego e a separatividade, e esses desaparecem tão logo o
Amor e o conhecimento da grande Unidade se tornem parte de nossas
naturezas.
As doenças reais e
básicas do homem são certos defeitos como orgulho, a crueldade, o ódio,
o egoísmo, a ignorância, a instabilidade e a ambição; e se cada um deles
for considerado individualmente, notar-se-á que todos são contrários à
Unidade.
O orgulho se deve, em
primeiro lugar, à incapacidade de se reconhecer à pequenez da
personalidade humana e sua absoluta dependência da Alma, e de aceitar a
que todas as vitórias que se possam ter não se devem a essa
personalidade, mas são bênçãos com que nos agraciou a Divindade
interior; em segundo, deve-se à perda do senso de proporção, da noção de
quanto se é insignificante diante do complexo arranjo da Criação. Como o
orgulho se mostra invariavelmente relutante em se curvar com humildade e
resignação à Vontade do Grande Criador, ele pratica ações contrárias a
essa vontade.
A crueldade é uma
negação à Unidade de todas as coisas e uma incapacidade de se
compreender que toda ação adversa para o outro está em oposição ao todo
e é, portanto, uma ação contrária à Unidade. Nenhum homem levaria as
conseqüências desastrosas da crueldade àqueles que estão mais próximos
de si e que lhe são mais caros, e, segundo a lei da Unidade, temos de
amadurecer até entendermos que cada um, como uma parte do todo, deve se
tornar próximo de nós e querido por nós, e que até mesmo aqueles que nos
molestam só lhes dediquemos amor e compreensão.
O ódio é o contrário
do Amor, o reverso da Lei da Criação. Ele se opõe a toda Obra Divina e é
uma negação ao Criador, conduz apenas a pensamentos e a ações que são
adversos à Unidade e contrários àqueles que seriam prescritos pelo
Amor.
O egoísmo é, também
uma negação à Unidade e ao dever que temos para com nossos irmãos
humanos, pois ele faz com que coloquemos nossos interesses pessoas antes
do bem-estar da humanidade, do carinho e da proteção que deveríamos
dedicar aos que estão mais perto de nós.
A ignorância é o
fracasso em aprender, a recusa em ver a Verdade quando se tem a
oportunidade para tanto, e conduz a muitos atos errôneos que só podem
existir em meio à escuridão, pois não podem resistir quando está a
rondar-nos a luz da Verdade e do Conhecimento.
A instabilidade, a
indecisão e a falta de determinação ocorrem quando a personalidade se
recusa a ser governada pelo Eu Superior, e nos levam a atraiçoar os
outros devido nossa fraqueza. Semelhante condição não seria possível se
tivéssemos dentro de nós o conhecimento da Imbatível e Invencível
Divindade, que é, na realidade, nós próprios.
A ambição conduz ao
desejo de poder. É uma negação à liberdade e à individualidade de toda
Alma. Em vez de conhecer que cada um de nós está aqui para se
desenvolver livremente segundo as próprias diretrizes e em conformidade
com os ditames da própria Alma, para aumentar cada vez mais sua
individualidade e trabalhar com liberdade e desenvoltura, a
personalidade ambiciosa compraz-se em ditar ordens, conformar tudo à sua
vontade e comandar, usurpando o poder do Criador.
O orgulho, que é
arrogância e rigidez mental, despertará doenças que ocasionarão a
rigidez e a ancilose do corpo. A dor é o resultado da crueldade, e, por
meio dela o paciente aprende, através do próprio sofrimento, a não
infligi-lo aos outros, do ponto de vista físico ou mental. As
penalidades resultantes do ódio são o isolamento, o temperamento
violento e incontrolável, as perturbações mentais e os estados de
histeria. As doenças decorrentes da introspecção – a neurose, a
neurastenia e os estados semelhantes – que acabam tirando da vida tantas
alegrias, são causadas pelo egoísmo em excesso. A ignorância e a falta
de sabedoria criam suas próprias dificuldades na vida cotidiana e se,
além disso, houver persistência na recusa em ver a Verdade quando a
oportunidade é dada, a miopia e outras deficiências visuais e auditivas
serão as conseqüências naturais. A instabilidade da mente pode acarretar
no corpo a mesma característica, com aquelas várias disfunções que
afetam os movimentos e a coordenação motora. As conseqüências da ambição
e da vontade de dominar os outros são aquelas doenças que levam a quem
delas sofre a ser escravo do próprio corpo, com os desejos e ambições
refreados pela enfermidade.
Ademais, a parte
afetada do corpo não é obra do acaso, mas obedece à lei de causa e
efeito e, uma vez mais, pode servir de guia para nos ajudar. Por
exemplo, o coração, a fonte da vida e, portanto, do amor, é atacado
especialmente quando o lado amoroso da natureza do indivíduo para com a
humanidade não é desenvolvido ou é utilizado de modo errado; a mão
lesada denota falha ou erro na ação; o cérebro sendo o centro de
controle do corpo, se afetado, indica uma falta de controle na
personalidade. Tudo isso deve seguir o que a lei estabelece. Estamos
todos prontos a admitir as diversas conseqüências que se seguem a uma
crise nervosa, a um choque emocional de más notícias que chegam de
repente; se as atividades corriqueiras podem assim afetar o corpo, quão
mais grave e profundamente enraizado deve ser um conflito que existe
desde há muito entre a alma e o corpo! Como podemos nos espantar com o
fato de as conseqüências provocarem doenças tão graves como as que
existem entre nós atualmente?
Contudo, não há
motivo para depressão. A prevenção e a cura acontecem quando localizamos
o erro dentro de nós mesmos, e suprimimos esse defeito por meio do
cuidadoso aprimoramento da virtude que o destruirá; não combatendo
diretamente o erro, mas desenvolvendo tanto essas virtudes opostas que
ele chegue a ser varrido de nossas naturezas.
O dever da arte de
curar consistirá em ajudar-nos a obter o conhecimento necessário e os
meios pelos quais superar nossos males e, além disso, em ministrar os
remédios que fortalecem nossos corpos físicos e mentais e nos dêem
maiores oportunidades de vitória.”
- Bach, Cura-te
a ti mesmo. |