A Patologia no ponto de vista astrológico

No decorrer de nossa história o homem utilizou a natureza como forma de criação da vida e a partir dela pode se desenvolver e aprimorar tanto cultural quanto materialmente. A conseqüência de tantas mudanças sociais e tecnológicas fez com que o homem, por incrível que pareça, permanecesse o mesmo, sempre com seus conflitos físicos e psicológicos, carregando inconscientemente a herança de seus antepassados primitivos. Tanta evolução resultou na separação do homem moderno do mundo natural ocasionando o “esquecimento” da eficácia dos conhecimentos milenares, tão válidos para a compreensão do universo, ou seja, a compreensão de si mesmo, pois como diz o axioma hermético: “O que está acima é como o que está abaixo”.

            A linguagem astrológica possui um caráter simbólico onde podemos buscar na Mitologia, na Filosofia e em vários conhecimentos milenares, a compreensão teórica de suas afirmações. Através de uma visão mais ampla sabemos que tudo segue um curso evolutivo e que o desenvolvimento do indivíduo e da humanidade está ligado às hierarquias divinas que governam os planetas e os signos do Zodíaco. Assim o Zodíaco é uma forma concreta de representação das energias planetárias que nos regem.

            Nossa saúde tanto física como mental está associada às influências planetárias, assim sendo, o ser humano ou qualquer ser vivo ao nascer em uma determinada data ou local terá como “registro de identificação” o seu mapa astral, que é o retrato do céu no momento de seu nascimento. Os padrões de comportamento podem ser identificados pelas características dos signos, suas quadruplicidades, planetas, aspectos que fazem entre si e a predominância dos elementos. Os planetas representam a influência do macrocosmo – o universo – e o microcosmo – o homem. A partir daí podemos observar que as diversas partes do corpo humano correlacionam-se com as diferentes divisões da abóbada celeste e com todos os seres vivos que se movem por ela.

            Dependendo dos aspectos planetários em seu mapa astral, o ser humano tem predisposição a certos problemas de saúde, pois cada planeta rege uma parte de seu corpo. Se os planetas ou a casa astrológica correspondentes à saúde receber aspectos tensos de energia, o ser humano poderá sofrer sua influência tanto física como mentalmente, pois é também através do uso inadequado das energias planetárias, que o indivíduo converte, mesmo que inconscientemente suas virtudes em defeitos, ocasionando assim, a doença.

             Se a doença significa perda relativa da harmonia e acreditamos que a perturbação da mesma acontece nos aspectos mais sutis e se mostra conseqüentemente no corpo.

Como descreveu Max Heindel e Augusta Foss Heindel no livro “A Mensagem das Estrelas” – ed. Pensamento, de acordo com a Astrologia podemos citar as correspondências entre os signos e os planetas e as diferentes divisões do corpo humano da seguinte maneira:

Áries rege a cabeça, os hemisférios cerebrais, os vários órgãos no interior da cabeça e os olhos, mas o nariz está sob a regência de Escorpião. Assim, qualquer aflição em Áries se refletirá na cabeça, produzindo dores de cabeça, nevralgias, estados de coma, enfermidades do cérebro e hemorragias cerebrais.

Touro rege o pescoço, a garganta, o palato, a laringe e as amígdalas; a mandíbula inferior e os ouvidos. O cerebelo está também sob a regência de Touro, assim como as vértebras altas e cervical, as artérias carótidas e certos vasos sanguíneos menores. As enfermidades às quais estas partes estão sujeitas são: bócio, difteria, crupe e apoplexia. Como cada signo sempre se reflete no oposto, aflições em Touro podem produzir ainda doenças venéreas, prisão de ventre e menstruação irregular.

Gêmeos rege os braços e as mãos, os ombros, os pulmões e a glândula timo, assim as costelas superiores. Planetas aflitos no signo de Gêmeos causam doenças pulmonares, pneumonia, pleurisia, bronquite, asma e inflamação do pericárdio.

Câncer rege o esôfago, estômago, o diafragma, o pâncreas, as mamas, os vasos lácteos, os lóbulos superiores do fígado e o conduto torácico. Aflições em Câncer produzem indigestões, gases no estômago, tosse, soluço, hidropisia, melancolia, hipocondria, histeria, pedra na vesícula e icterícia.

Leão rege o coração, a região dorsal da espinha, medula espinhal e aorta. Aflições em Leão causam palpitações, desmaios, aneurismas, meningite espinhal e deformidade da coluna, assim como arteriosclerose, angina no peito, hiperemia, anemia e hidremia.

Virgem rege a região abdominal, o intestino delgado e grosso, os lóbulos inferiores do fígado, e o baço. Portanto, as aflições em Virgem produzem peritonites, tênia, subnutrição, interferência na absorção do quilo, febre tifóide, cólera e apendicite.

Libra rege os rins, as supra-renais, a região lombar da espinha, o sistema vasomotor e a pele; daí as aflições em Libra produzirem poliúria, ou retenção da urina; inflamação dos ureteres, que ligam os rins à bexiga, doença de Bright (degeneração granular do rim), lumbago, eczema e outras doenças de pele.

Escorpião rege a bexiga, a uretra e os órgãos genitais em geral, assim como o reto e o cólon descendente, a curvatura sigmóide, a próstata e os ossos nasais. Aflições em Escorpião produzem catarro nasal, adenóides e pólipos, doenças do útero e dos ovários, diversas doenças venéreas, constrição e dilatação da próstata, menstruação irregular, leucorréia, hérnia, cálculos renais e areia na bexiga.

Sagitário rege os quadris e as coxas, o fêmur, o fleo, as regiões do cóccix e do sacro da espinha dorsal, as artérias e veias ilíacas, os nervos ciáticos. Por conseguinte, aflições em Sagitário produzem ataxia locomotora, ciática, reumatismo e problemas nos quadris. Além do mais, como cada signo exerce influência sobre seu oposto, aflições em Sagitário podem causar problemas pulmonares.

Capricórnio governa a pele e os joelhos, mas tem ação reflexa sobre o estômago, governado pelo signo oposto, Câncer. Portanto, aflições em Capricórnio produzem eczema e outras doenças da pele, erisipela, lepra e distúrbios digestivos.

Aquário rege os tornozelos, as pernas desde os joelhos aos tornozelos, e também ação reflexa no signo oposto, Leão. Por isso, aflições em Aquário produzem veias varicosas, irregularidades na atividade do coração e hidropisia.

Peixes rege os pés e os dedos dos pés. Tem também efeito reflexo na região abdominal, governada pelo signo oposto, Virgem. Por conseguinte, aflições neste signo indicam problemas e deformações nos pés, doenças nos intestinos e hidropisia. Produz também desejo por bebidas e drogas, que pode causar delirium tremens. A tuberculose pulmonar acontece às vezes, sendo considerada resultado secundário de resfriamento dos pés, contraído por um Peixes afligido.”

A Astrologia Médica segue os mesmos passos e a mesma simplicidade de cura que a Homeopatia e a Terapia Floral adotaram como sistema terapêutico – “o semelhante cura o semelhante”. O que o conhecedor deste estudo profundo chamado de Astrologia, o terapeuta e todos aqueles que se dedicam à área da saúde precisam saber é definir qual arquétipo comum, que se apresenta como pano de fundo por trás de cada queixa de seu paciente.

Se observarmos atentamente a linguagem de um determinado sintoma, podemos descobrir que a “doença”, nada mais é do que um sinal que o corpo físico emite dizendo que alguma característica precisa ser avaliada em nosso comportamento, que ainda não estamos “inteiros”, falta algo em nosso caminho rumo à totalidade.

A Astrologia, traduzindo os arquétipos que correspondem à personalidade, é um veículo de investigação e estudo que o ser humano pode utilizar como forma de conhecer profundamente a si mesmo, encontrando de onde vem a causa de seus males. Para cada característica psicológica existe um ou vários florais, que representam a mesma “leitura” expressa pela personalidade. Através do uso das essências florais, o ser humano consegue se equilibrar, à medida que vai tomando mais consciência de si, reconhecendo internamente que tipo de conduta pode estar sendo mal utilizada e que está causando o desconforto emocional ou mesmo a doença física.

Sendo humilde ao compreender seus conflitos internos, terá mais capacidade de trabalhar suas potencialidades. Ao invés de lutar contra a doença, poderá sim “transmutar a doença”. Compreendendo que a cura pressupõe a compreensão de que o ser humano se tornou mais sadio, ou seja, está conseguindo se lapidar em busca da perfeição.

Héllen Carvalho
Terapeuta Floral

 

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